A nova favela brasileira
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A nova favela brasileira

Renato Meirelles, fonte HuffPost Brasil

Olhe ao seu redor. Pense nos seus amigos mais próximos e responda: quantas pessoas você conhece que moram em favelas?

Ao todo, 11,7 milhões de brasileiros moram em favelas. Mulheres e homens que, como tantos no nosso país, batalham no dia a dia e comemoram cada conquista. Moradores de um território que, muitas vezes, só aparece nas páginas policiais, em escassas ações sociais de empresas e entidades ou quando alguma celebridade internacional resolve conhecer o que chama de um "ponto turístico exótico".

No último mês, eu e o Celso Athayde, fundador da C.U.F.A., procuramos traduzir em números o que temos aprendido há mais de uma década conversando com esses brasileiros, seja na organização da Central Única das Favelas, seja no Data Popular. Ouvimos 2 mil moradores de favela de todo Brasil para mapear a visão de mundo, padrões de consumo, medos e sonhos destes milhões de brasileiros que, agrupados, formariam o quinto maior estado brasileiro. Isso mesmo, acreditem, temos mais moradores de favela que gaúchos no Brasil.

Certamente ainda há muito a se avançar na qualidade de vida dos moradores de favelas: 73% consideram violento o local onde vivem, 59% afirmam que moradores de favelas sofrem preconceito e 29% já se sentiram discriminados. Mas, por outro lado, não se pode negar o resultado trazido por mudanças que ocorreram nas favelas nos últimos anos: 81% gostam de viver na favela onde estão, 62% declaram ter orgulho de pertencer à comunidade onde moram e 2/3 não gostariam de sair da favela para morar em outro bairro. A expectativa é de que a favela continue melhorando: para o próximo ano, apenas 16% acham que a favela onde moram vai ficar mais violenta e 76% acreditam ela vá melhorar.

Hoje, a renda dos moradores de favelas chega a R$ 63 bilhões por ano. O volume, extraordinário, equivale quase à soma do consumo do Paraguai e da Bolívia juntos. A intenção de compra de produtos eletrônicos, como tablets e notebooks, passam dos milhares. 47% dos moradores de favela já têm televisores de LED / LCD / plasma em suas casas e 28% têm TV por assinatura. É um consumo pujante, mas que ainda obriga muitos consumidores a descer o morro para concretizar sua compra, pois nem sempre encontram lojas na vizinhança que atendam às suas necessidades e desejos.

Estes poucos números são apenas a ponta do iceberg de oportunidades trazidos pela primeira pesquisa Radiografia das Favelas Brasileiras do instituto Data Favela. Uma iniciativa que pretende ir muito além de mostrar este bilionário nicho de consumo.

Grande parte dos moradores de favela vivenciaram um passado onde eram deixados de lado quando se pensava em consumo (para se ter uma ideia, 53% já passaram fome). Hoje, grande parte dos moradores de favelas ingressou no mercado de consumo - mas ainda são poucas as empresas que sabem se aproximar desse novo consumidor. O que ele espera é um empresa parceira. Parceira nas suas conquistas e na sua melhora de vida (76% dizem que a vida melhorou no último ano e 93% que a vida vai melhorar no próximo ano) e parceira no seu dia-a-dia. Ser parceiro da favela não é desbravar sozinho esse horizonte de possibilidades de vendas, mas olhar para esses novos consumidores despido de preconceitos. Ser parceiros é dividir com eles essa oportunidade, gerando emprego e renda locais e apoiando, efetivamente, a melhora de vida que os moradores das favelas têm tanto orgulho de nos contar.

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Rodada de Negócios: Mercado de camiseterias em Salvador: o que diferencia sua marca da outra?
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Rodada de Negócios: Mercado de camiseterias em Salvador: o que diferencia sua marca da outra?

No dia 30 de julho, a Kumasi inicia o Treinamento e Rodada de Negócios com tema "Mercado de camiseterias em Salvador: o que diferencia sua marca da outra?"

Segundo a Pesquisa Nacional sobre o Perfil dos Afroempreendedores e Afroempreendedoras do Brasil, os ramos mais frequentes de empreendorismo negro hoje no Brasil é na área de serviços, moda, confecção e design. Em Salvador, houve um boom de camiseteria, ficando difícil diferenciar uma marca da outra. Sobreviver a tantos produtos, tantas marcas, tanto marketing é um desafio. E não é à toa que assistimos a todo momento marcas abrindo e fechando.

Sobre cursos de formação, 32,7% dos negócios tiveram acesso a oportunidade de treinamento através do Sebrae. Os que não receberam treinamento argumentaram que os custos são elevados (17,6%), não tinham tempo (12,6%) ou não sabiam onde encontrar (14,1%) e outras razões (47,9%). A área mais procurada para formação foi planejamento (46,1%), seguida de marketing, finanças e atendimento ao cliente.

Esses foram alguns dos motivos que levaram a Kumasi a iniciar o treinamento com este tema e com um valor acessível.

[caption id="attachment_1193" align="aligncenter" width="640"]Rodada de Negócios - Camiseterias-02 INSCRIÇÃO[/caption]

Treinamentos - 1h30 O nosso encontro será dividido em duas partes de 1h30 cada. No primeiro momento teremos dois treinamentos de 45 minutos cada. O primeiro será “Como diferenciar a sua marca” com Liomario Santos, Designer de Moda com 15 anos de experiência, e o segundo será “Tendências e identidade visual” com Matheus de Morais, formado em Modelagem de Vestuário. Rodada de Negócios - 1h30 No segundo momento faremos a Rodada de Negócios com todos os presentes no encontro. Baseado nas respostas do formulário de inscrição os participantes receberão as seguintes tags: “Produtor”, “Fornecedor”, “Prestador de serviço” e "Parceiro". Produtor: Fabricantes de produtos para cliente final. Ex: Camiseterias, artesãos, como moda, vestuário, artesanato e afins. Fornecedor: Comercializa insumos para produtos. Ex: Fornecedor de tecidos, tintas, produtos para artesanato, estamparia e afins. Prestador de Serviço: Prestam serviços de apoio para outros empreendedores. Ex: Consultorias, desenvolvimento de sites, contabilidade, agências de comunicação, designers e afins. Parceiro: Organizações que podem colaborar com todo o ecossistema. Ex: Coworkings, casas colaborativas, lojas, coletivos e afins.

FACILITADORES

Liomario Santos: Com 15 anos na área de serigrafia, o designer de moda e atualmente graduando em Engenharia Química (IFBA), Liomario Santos presta serviços de estamparia e consultoria por meio de sua empresa, Moonrock. Além disso, realiza consultorias técnicas na área serigráfica para empresas, como Projeto Tamar, For Camisetas, Loygus. Liomario já atuou como instrutor e consultor da área gráfica e têxtil do Senai/Dendezeiros, foi supervisor de estamparia na empresa de Mahalo Surf Wear, e atuou como técnico de empresas de Fabricação de tintas para serigrafia, como Gênesis tintas  e Tecnosilk.

Matheus de Moraes: 21 anos, formado em Modelagem do Vestuário pelo SENAI, mas foi dentro da produção de moda que descobriu um novo mundo e novas afinidades. Hoje estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela UFBA, ele tem uma nova perspectiva de vida e de trabalho. Acredita que pode unir trabalhos audiovisuais, moda e marketing, nunca fazendo mais um trabalho, mas sempre contando uma nova história.

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Moda Masculina: Acessórios e Bonés
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Moda Masculina: Acessórios e Bonés

Estilo e Atitude! Duas palavras que resumem a marca Ed ArtStyle, criada pelo designer soteropolitano Edvaldo Neto (Ed Neto). Observando o cotidiano de jovens universitários que não tem muito tempo para fazer compras, mas não querem perder o estilo, Ed Neto cria acessórios feito com couro e bonés com frases inspiradoras e designer diferenciado. 1   Seus acessórios são artesanais e a cada criação um novo modelo surge. Repetição é quase impossível!   7   9   Autêntico e estiloso. Ed Neto também acrescentou suas características pessoais para aperfeiçoar a marca! 5 8            
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Arruda em Búzios: Novidades em Acessórios #LookDoDia
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Arruda em Búzios: Novidades em Acessórios #LookDoDia

Artesanal, prático e confortável, o Arruda em Búzios, reúne em um único acessório as vibrações de prosperidade, entusiasmo e proteção.

[caption id="attachment_1160" align="aligncenter" width="640"]Luma Arruda em Búzios Fotografia: Ju Almeida[/caption]

Feito por Annia Rizia, este acessório faz parte da Coleção Cândida Dide que reforça e resgata a identidade negra com estilo e autenticidade.

[caption id="attachment_1146" align="aligncenter" width="479"]luma Fotografia: Afrobapho - Gabriel Oliveira Fotografia[/caption]

Monte seu look e verá que o Arruda em Búzios combina com tudo!

[caption id="attachment_1161" align="aligncenter" width="800"]luma Fotografia: Ju Almeida[/caption]
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O mito de “ser feliz fazendo que ama” parte II
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O mito de “ser feliz fazendo que ama” parte II

Por Monique Evelle

Retomando a discussão que comecei com o texto O mito de “ser feliz fazendo o que ama”, começo a Parte II com o mesmo questionamento: Não ter chefe, ter horários flexíveis e ser feliz fazendo o que ama. Esse é o tripé do empreendedorismo. Alguém me diz a fórmula mágica para isso?

Uma das coisas que não me disseram nos megaeventos de empreendedorismo é que empreender é SE VIRAR! E quem se vira hoje no Brasil? Qual o perfil dessa pessoa? Quais características? E por que ela se vira? Como diz Lucas Santana, sócio-proprietário da Kumasi e da Tríade- Comunicação e Marketing Digital, “o que chamamos de empreendedorismo, a favela sempre chamou de sobrevivência”

Depois de reler o livro Desenvolvimento e Empreendorismo Afro-Brasileiro, os dados dos Donos de Negócio no Brasil, o livro Onda Negra, Medo Branco, a pesquisa do Projeto Brasil Afroempreendedor e minha vivência, destaquei três falas que é bastante comum ouvir nos megaeventos de empreendorismo e trarei algumas observações que considero pertinentes.

  1. Comece a empreender cedo

Sobre começar a empreender cedo nós entendemos e os números mostram. Segundo a pesquisa Donos de Negócio no Brasil, do Sebrae, 85% das pessoas negras começaram a trabalhar antes dos 18 anos, 14% de 18 a 24 anos e 1% de 25 anos ou mais.

Ou seja, começamos a empreender/trabalhar/se virar desde sempre. Logo, não consigo ouvir uma dica ou sugestão dessa que, geralmente, termina com a frase “... para ter um negócio de impacto mais cedo”.

  1. Você só precisa ser criativo e inovador

Não importa se sua ideia é genial, você precisa sistematizá-la de alguma forma. No papel, em slides , fazendo o famoso pitch etc.

56% dos afroempreendedores não tem nenhuma instrução;11% têm o fundamental completo; 26% ensino médio; 2% superior incompleto e 4% superior completo. Mas claro que esses números podem ter sofrido alterações se considerarmos as políticas de promoção da igualdade em vários setores, principalmente no eixo de escolaridade.

  1. Encontre seu propósito e faça aquilo que você ama

[caption id="attachment_1124" align="alignleft" width="300"]jobs Não Jobs, não é bem assim[/caption]

É difícil dizer isso para 62% dos afroempreendedores que sustentam suas casas, para os 22% que são casados e para os 17% que têm filhos. Não dá pra abandonar tudo e falhar cedo e barato se sabemos que o lucro do empreendimento dessas pessoas complementa a renda familiar.  Mesmo achando nosso propósito, é um processo complicado e doloroso.

Pois bem, o que temos hoje no Brasil são 38%, 5% de empreendedores negros e negras que faturam até R$ 1 mil; 33,5% entre R$ 1 mil e R$ 5 mil; 11,6% entre R$ 5mil e R$ 10 mil e 12,6% acima de R$ 10mil. Infelizmente, nos eventos de empreendedorismo meritocrático, os 12,6% são os mais citados para justificar as três frases que listei aqui.

Antes de você questionar que para melhorar este quadro é só fazer capacitações, saiba que 32,7% dos afroempreendedores fizeram formação com o Sebrae. Daqueles que não fizeram 17,6% falaram os valores absurdos dos cursos; 12,6% da falta de tempo, 14,1% por não saber onde encontrar cursos e 47,9% outros motivos.

Sobre os valores absurdos você não precisa negar que é verdade.

Afinal, quanto vale um curso para você encontrar seu propósito, se tornar um capitalista consciente ou alavancar seu negócio? Faça uma pesquisa rápida.

A respeito da falta de tempo,  92% trabalham sozinhos, não são empregadores. Ou seja, precisam fazer tudo para que seu empreendimento continue existindo. E sobre não saber onde encontrar cursos, apesar da popularização da internet, smartphone não garante que a pessoa saberá filtrar informações que vão além das redes sociais que conhecemos. Se a pessoa não tiver o primeiro contato com determinado tema, nunca terá o interesse e disponibilidade para procurar sobre o assunto.

O retrato da maioria dos Donos de Negócio é esse:

[caption id="" align="aligncenter" width="300"] Homem , branco, não jovem , que trabalha em comércio ou serviço[/caption]

Recentemente assisti uma palestra de Renato Meirelles, CEO do Data Popular, mostrando o resultado de sua última pesquisa sobre uso das marcas. 71% dos negros afirmam preferir marcas que melhorem a autoestima. 74% dos negros concordam com a frase “prefiro comprar produto de empresa que respeitem a diversidade.” Pra essa mesma afirmação, 50% dos brancos concordam. 91% dos negros não comprarão marcas que de alguma forma não respeite a comunidade negra.  E outra coisa: nós negros e negras movimentamos 1.573 trilhões na economia deste país.

Isso significa com o surgimento de diversos e-commerces, principalmente camisetarias,, a marca que irá durar mais tempo será aquela que conseguir compreender e incorporar este panorama.

Mais do que colocar em práticas essas questões, quem está por trás da marca importa? Ou melhor, o que importa: a estampa legal e inclusiva, quem está pensando/produzindo esta estampa ou os dois? E se for um filme, importa quem está dirigindo? O que seria então representatividade? A simples presença no espaço ou a participação em todo processo de decisão e escolha?

#FICADICA

Poderia indicar mais pesquisas, documentários, sites etc. Mas prefiro indicar o livro Onda Negra, Medo Branco de Célia Azevedo que fala do processo de desenvolvimento econômico no período pós-escravista e como esse modelo se mantém até agora. É interessante para entender que nada disso foi por acaso. É um estrutura construída perversamente.

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Lançamento do Igbeyawo Workshops: Cultura afrobrasileira e empreendedorismo
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Lançamento do Igbeyawo Workshops: Cultura afrobrasileira e empreendedorismo

No dia 6 de abril às 19h ocorre na Câmara Municipal de Salvador o lançamento do , um programa para conectar pessoas, caminhos e histórias, fortalecendo a cultura afrobrasileira e empreendedorismo. O evento será gratuito.

O lançamento contará com a presença de Tâmara Azevedo, formada em Gestora de Políticas Públicas de Turismo pela Universidade Federal de Santa Catarina, atualmente é educadora do curso de Produção Cultural da Escola Olodum e é gestora o Escritório Internacional de Capoeira e Turismo; Thaísa Barros31 anos, mulher, negra, mãe, afroempreendedora, socióloga, pesquisadora, professora, militante do útero e idealizadora da Igbeyawo; Monique Evelle, 21, estudante de Humanidades com ênfase em Política e Gestão da Cultura pela UFBA,  fundadora do Desabafo Social e sócia-proprietária da Kumasi e; Esdon Costa, coordenador do Emunde, Rede Mundial de Étnico Empreendedorismo, promove a criação de Redes Empreendedoras Femininas, Periféricas, Culturais e da Memória. Entre os parceiros estão a Kumasi, Mulheres Empreendedoras de Salvador, a Rede Mundial de Étnico Empreendorismo e Srt.as Ilustrações.

A Igbeyawo é uma startup  que , por meio de uma proposta afirmativa frente ao racismo simbólico presente em na sociedade, ocuparam inicialmente o setor de Casamentos no Brasil com a cultura afro-brasileira, ampliando para produção de feiras de afroempreendedorismo e produção de workshops de cultura afrobrasileira e empreendedorismo. Muito além da cor da pele, da estética, da moda e da religiosidade a Igbeyawo Casamentos Afro propõe a realização de eventos carregados de respeito, identidade, empoderamento, pertencimento e etnicidade.

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Kumasi lança coleção de camisas no Dia Internacional de Combate ao Racismo
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Kumasi lança coleção de camisas no Dia Internacional de Combate ao Racismo

A loja virtual Kumasi aproveitou o 21 de março – Dia Internacional de Combate ao Racismo – para lançar sua primeira coleção de camisas Reexistência, que visa levantar a discussão sobre o racismo velado no país. “Tentaram nos enterrar, mas esqueceram que somos sementes”, “Nunca fui tímida, fui silenciada” e “Poder às Minas Pretas”, são as frases estampadas nas camisas.

“Cada estampa foi pensada nas mortes simbólicas e psicológicas da população negra. A ‘Tentaram nos enterrar, mas esqueceram que somos sementes’, por exemplo, desconstrói a teoria do branqueamento do século XIX que dizia que o Brasil seria puramente branco em mais ou menos cem anos.  Como nós negros somos a maioria da população brasileira, só prova que multiplicamos, que somos sementes”, diz Monique Evelle, gerente de felicidade da Kumasi.

A camisa “Nunca fui tímida, fui silenciada” é uma chamada para o combate ao silenciamento da população negra e  “Poder às minas pretas” reforça a importância de termos mulheres negras em todos os espaços de poder, visto que continuam sendo a base da pirâmide na sociedade brasileira.

Além do lançamento das camisas, a Kumasi começou a vender turbantes e acessórios  da marca Encrespando. Os clientes que comprarem duas camisas da coleção vão ganhar desconto de R$ 20, é só usar o cupom: REEXISTÊNCIA.

[caption id="attachment_993" align="aligncenter" width="640"]KUMASI CAMPANHA 1 (1) Campanha Kumasi nas Redes Sociais[/caption]
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O mito do “ser feliz fazendo o que ama”
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O mito do “ser feliz fazendo o que ama”

Por Monique Evelle

Não ter chefe, ter horários flexíveis e ser feliz fazendo o que ama. Esse é o tripé do empreendedorismo. Alguém me diz a fórmula mágica para isso?

Para início de conversa, é interessante a citação do artigo Desenvolvimento, empreendedorismo e promoção da igualdade racial de João Carlos Nogueira, consultor técnico nacional e coordenador executivo do Projeto Brasil Afroempreendor.

[...] a imaginação mais generosa sobre a participação dos negros no capitalismo brasileiro sempre os localizou, na melhor das hipóteses, como trabalhadores remunerados, jamais como potenciais empreendedores, nem no setor privado, nem no público ( Nogueira 2014)

Essa citação diz muito sobre a realidade atual dos empreendedores negros e negras do Brasil. A ruptura do sistema econômico mercantilista para o capitalista, só aumentou e sistematizou os obstáculos para inserção da população negra na sociedade. Podemos citar a herança escravista, as portas fechadas para o trabalho livre a partir da política de embranquecimento com os imigrantes e a ausência de acesso à educação.

O estudo do Sebrae sobre raças mostra alguns dados relevantes para continuarmos a conversa. A pesquisa realizada a partir de processamento dos dados do IBGE (PNAD) mostra que o rendimento médio de empreendedores negros e negras cresceu 70%, passando de R$ 612 para R$ 1.039 por mês. Enquanto os brancos subiram de R$ 1.477 para R$ 2.019. Apesar do rendimento dos empreendedores brancos ter caído R$ 37%, ainda sim continua maior.

[caption id="" align="alignleft" width="280"] Ambulantes do século XVIII[/caption]

A pesquisa mostra também os principais segmentos de atividades de acordo com a  raça/cor. A população negra atua em atividades com menor valor agregado como, por exemplo, comércio de ambulantes, sucatas e resíduos. Já os empreendimentos dos brancos são, em sua maioria, relacionados com a produção de café e soja, serviços de saúde e de engenharia. Essas são áreas especializadas que exigem maior grau de escolaridade.

Não quero me alongar fazendo revisão bibliográfica nem destrinchar as pesquisas sobre empreendedorismo no Brasil. Acredito que o pouco que trouxe mostra que meritocracia não existe, já que não demos a partida no mesmo tempo e espaço em direção à linha de chegada.

A Kumasi, loja virtual que apoia e valoriza o empreendedorismo negro, surgiu querendo preencher essas lacunas e impulsionar os negócios de empreendedores negros e negras.

Todas pessoas convidadas para Kumasi relataram a necessidade de empreender para acrescentar renda, pagar faculdade, sustentar filho e outros fatores. Antes mesmo de lançar a loja, depoimentos como “injeção de autoestima” e “mais ânimo pra vida”, foi coisas que ouvi quando fiz o convite para cada uma dessas pessoas. Mas ouvi também “não tenho capital para investir”, “não sei por onde começar” e “quase desistir”.

Vivemos numa sociedade capitalista que nos exclui. Não podemos olhar para essas pessoas e falar “Vá lá, empreenda!” sem entender as particularidades de raça e gênero.

estampa

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Estudantes negros da FGV lançam aplicativo para afro-empreendedores
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Estudantes negros da FGV lançam aplicativo para afro-empreendedores

 

Todos(as) os(as) empreendedores(as) que estão na Kumasi, estão no aplicativo da Kilombu, sem ter custos com anúncios. Somos parceiros*

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Taxi, entrega de comida, manicure e até motoboy. Os aplicativos de celulares se tornaram parte da vida de muitos brasileiros como uma forma de solicitar produtos e serviços com qualidade e rapidez.

Kizzy Terra, 23 anos, engenheira da computação e mestranda na FGV, Hallison Paz, 24 anos também engenheiro da computação e mestrando no Instituto de Matemática Pura e Aplicada e Vitor Del Rey estudante, 31 anos, graduando em Ciências Sociais e História, Administração e Direito da Fundação Getúlio Vargas,  juntaram seus contatos, conhecimentos e experiência e criaram o Kilombu, aplicativo para celular, voltado a comercialização de produtos e serviços da comunidade negra. O lançamento da plataforma acontece no próximo dia 20 de fevereiro.

[caption id="" align="aligncenter" width="700"] Os criadores do aplicativo Kilombu: Vitor, Halisson e Kizzy (Imagens: Facebook)[/caption]

“Participei de uma clínica da escola de direito da FGV que tinha como papel fundamental formalizar e prestar consultoria para micro e pequenos empreendedores, pessoas que já atuavam, mas no campo da informalidade e eu percebi que os empreendedores negros da comunidade e sem instrução, buscavam sobreviver atuando com aquilo que eles fazem de melhor”, explica o co-fundador do projeto Vitor Del Rey.

O trabalho de dois anos da clínica fez com que Del Rey percebesse o baixo grau de conhecimento dos empreendedores negros sobre questões básicas relativas à administração de empresas, fundamentais para o crescimento e expansão. “Muitos não tiveram tempo para estudar por trabalhar muito, o que também acontecia com os filhos e senti que era necessário fazer algo especial para essas pessoas”.

Muito mais que um classificado

“O Kilombu é um conceito que não cabe dentro de um aplicativo”, destaca Del Rey. Para solucionar os problemas administrativos desses empreendedores negros que incluía ainda a falta de clientes, o estudante da FGV está em negociação com os diretores da instituição buscando parceiros para capacitar esse público.

O projeto não consiste apenas em facilitar o contato entre clientes e empresários e a capacitação é um dos principais aspectos do projeto.

“Os empresários que vão passar pelo Kilombu, irão frequentar a sala de aula da FGV  que será  responsável em dar cursos de como melhorar suas vendas. Hoje a maioria usa o Facebook. Usaremos os alunos da Fundação que precisam de horas complementares para capacitar essas pessoas e tudo será de graça para os participantes”, descreve Vitor. Todos os estudantes envolvidos no processo de treinamento dos afro-empreendedores passarão por treinamento para entender as especificidades histórico sociais desse grupo.

Desenvolvimento e investimento

O aplicativo está sendo financiado integralmente por Vitor, Halisson e Kizzy. Os dois últimos têm experiência em desenvolvimento de aplicativos para Android e iOS, mas a versão para aparelhos da Apple estará disponível posteriormente. O download e cadastramento de produtos e serviços serão gratuitos.

“Pretendemos custear as despesas por meio por alguns serviços dentro do aplicativo, como links patrocinados. Estamos estudando a possibilidade de oferecer um sistema de pagamento dentro do aplicativo, possibilitando que os empreendedores cadastrados recebem  os pagamentos direto em suas contas bancárias e uma pequena comissão sobre a venda seria nossa”, finaliza Halisson Paz, co-fundador do projeto.

Fonte: Mundo Negro

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    [caption id="" align="aligncenter" width="379"] Edgar Azevedo[/caption]

Atualmente com 21 anos o artista visual e fotógrafo Edgar Azevedo tem seu trabalho centrado na emoção humana e no empoderamento negro na sociedade através da estética, quebrando padrões políticos, explorando o afrocentrismo, construção sócio histórica e representatividade através das suas lentes.

FOTOGRAFIAS

[caption id="" align="aligncenter" width="414"] Gisele Lopes[/caption]

Apaixonada por fotografia e poesia, Gisele Lopes, captura o momento ideal da doçura e da liberdade. Sua escrita com a luz só reforça a sua delicadeza e paciência antes do clipe. Suas fotos são pura poesia.

FOTOGRAFIAS

 

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